quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ulceras por pressão



Úlcera de pressão






As úlceras de decúbito ou úlceras de pressão, ou ainda úlceras cutâneas, são lesões na pele devido à algum tipo de pressão que diminuem o fluxo sangüíneo e a irritação da pele.


Em geral esse tipo de ferida se forma sobre uma saliência óssea, das pessoas acamadas. São zonas onde a pele fica pressionada por uma cama, por uma cadeira de rodas, por uma tala ou por outro objeto rígido durante um período prolongado. Os indivídos que não podem se mover apresentam um risco maior de apresentar úlceras de decúbito.


Os primeiros sintomas da formação de uma úlcera de pressão são vermelhidão e inflamação na área da pele sob pressão. As zonas do corpo mais propícias para a formação desse tipo de úlcera são crista ilíaca, sacro, calcanho, trocânter maior, maléolo lateral e o tornozelo.


As vestimentas inadequadas, as roupas de cama enrugadas ou o atrito dos calçados contra a pele podem contribuir para a lesão cutânea, assim como a exposição à umidade da transpiração, urina ou das fezes, pode lesar a superfície da pele facilitando a instalação de uma úlcera de pressão.


O que é?


A úlcera de pressão pode ser definida como uma lesão de pele causada pela interrupção sangüínea em uma determinada área, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. Também é conhecida como úlcera de decúbito, escara ou escara de decúbito. O termo escara deve ser utilizado quando se tem uma parte necrótica ou crosta preta na lesão.






Como se desenvolve?


A úlcera de pressão se desenvolve quando se tem uma compressão do tecido mole entre uma proeminência óssea e uma superfície dura por um período prolongado. O local mais freqüente para o seu desenvolvimento é na região sacra, calcâneo, nádegas, trocânteres, cotovelos e tronco.






Quais as causas e fatores de risco?


São vários os fatores que podem aumentar o risco para o desenvolvimento da úlcera de pressão como: imobilidade, pressões prolongadas, fricção, traumatismos, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, infecção, deficiência de vitamina, pressão arterial, umidade excessiva, edema.


Estágios da úlcera de pressão


As úlceras de pressão podem classificadas em:






Estágio I


quando a pele está intacta, mas se observa vermelhidão e um pouco de ulceração de pele.






Estágio II


quando a pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou cratera superficial






Estágio III


quando se observa uma ferida de espessura completa, envolvendo a epiderme, a derme e o subcutâneo.






Estágio IV


quando se tem uma lesão significante, onde há a destruição ou necrose para os músculos, ossos e estruturas de suporte( tendões e cápsula articular).






A avaliação da ferida deve incluir:


a) Tamanho (largura e comprimento) em centímetros.


b) Profundidade em centímetros.


c) Presença de túneis, fístulas – medir em centímetros.


d) Presença de descolamentos, lojas – medir a profundidade e extensão e documentar a localização usando a posição dos ponteiros do relógio como referência.


e) Localização


f) Drenagem (exsudato) – cor, odor, quantidade.


g) Presença de tecido necrótico.


h) Evidência de infecção.


Objetivos da Seleção da Terapia Tópica


a) Eliminar tecido não viável ou com o debridamento cirúrgico, mecânica, químico ou autolítico.


b) Eliminar a infecção.


c) Atender as características da ferida.


d) Atender as metas da terapia para o paciente e família


e) Ser prático para o paciente e família.


f) Ter boa relação custo/benefício.


g) Estar disponível.







Quem corre mais risco?


Pacientes acamados que são ou foram fumantes, diabéticos, pacientes com incontinência fecal e urinária (uso de fraldas), desnutridos, idosos, pessoas com pouca ou nenhuma mobilidade, com problemas de circulação arterial.





Como prevenir?


Manter alguns cuidados com a pele do paciente é fundamental. A atuação fundamental é no alívio da pressão da pele, nas áreas de maior risco, ou onde se tem ossos mais proeminentes. Alguns cuidados são bem importantes, e podem ser realizados desde os primeiros momentos que o paciente ficou acamado, seja em casa ou no hospital.







Manter colchão piramidal (caixa de ovo) sobre o colchão da cama do paciente.


Mudar sempre o paciente acamado de posição.




Colocar travesseiros macios embaixo dos tornozelos para elevar os calcanhares.



Colocar o paciente sentado em poltrona macia, ou revestida com colchão piramidal, várias vezes ao dia.






Quando sentado mudar as pernas de posição, alternando as áreas de apoio.






Manter alimentação rica em vitaminas e proteína.






Manter hidratação.






Trocar fraldas a cada três horas, mantendo paciente limpo e seco..






Hidratar a pele com óleos e/ou cremes a base de vegetais






Utilizar sabonetes com pH neutro para realizar a limpeza da região genital.






Estar atento para o aparecimento de candidíase e outras infecções por fungos. Nesses casos, procurar o médico.






Aplicação de filme transparente e/ou cremes ou loções a base de AGE nas áreas de risco aumentado para lesões






Realizar massagem suave na pele sadia, em áreas potenciais de pressão, com loção umectante e suave. Atenção – áreas avermelhadas não devem ser massageadas, para não aumentar a área já lesionada.






Manter a limpeza das roupas de cama, bem como mantê-las seca e bem esticadas.






NÃO utilizar lâmpada de calor sobre a pele, pois estimulam o ressecamento da mesma.


Como tratar?


O tratamento da ferida consiste em limpeza da lesão com jato de soro fisiológico, preferencialmente morno. O jato é conseguido perfurando-se o frasco de soro com uma agulha 40X12 ou 30X8. Este jato tem a propriedade de limpar a ferida sem destruir o que o próprio organismo vem reconstruindo.


Se há presença de escaras (crosta preta e endurecida) sobre a lesão, esta deverá ser retirada por um profissional médico ou enfermeiro especializado.


Existem vários produtos, chamados de “novas tecnologias” para auxiliar no tratamento das úlceras de pressão. A indicação fica a critério médico ou de enfermeira especializada. Os resultados são bastante eficazes.






Tipos de curativos


Alginatos


São sais de polímero natural, o ácido algínico, derivado da alga marron. Suas fibras têm a


capacidade de absorver a exsudação de feridas e convertê-las em gel. Auxiliam o debridamento


e ajudam a proteger o tecido novo; fazem o debridamento autolítico do tecido macio ou crosta


, mas não debridam a ferida com excesso de tecido necrótico; propiciam a homeostase em


feridas hemorrágicas; reduzem as trocas de curativos, são fáceis de aplicar, remover e


preencher o espaço morto. Está indicado para úlceras de estágios I e II, úlceras venosas,


feridas cirúrgicas, úlceras de Diabetes, queimaduras, escoriações e lacerações.


Hidrocolóides


É uma placa de espuma de poliuretano e/ou partículas de polímero, que vão constituir os


grânulos ou pastas e a matriz adesiva de polímeros elastoméricos, em que estão imersos três


hidrocolóides (gelatina, pectina e carboximetil-celulose sódica). Apresentam-se sob três


formas: placa de poliuretano, pasta e grânulos. Atua como uma barreira oclusiva frente aos


gases, líquidos e bactérias. Promovem proteção mecânica à ferida. Acelera a reepitelização e


evita as possíveis lesões dos tecidos nas trocas de curativos. Facilita o desenvolvimento do


tecido de granulação.


Placa de poliuretano


São utilizadas em feridas profundas e altamente exsudativas. Está indicada para as feridas


em estágios I e II, úlceras arteriais e diabéticas; queimaduras; feridas sem infecção;


abrasão; esfolados superficiais.


Papáia


Apresenta-se em forma de pasta, pó ou líquido. Possui ações bactericida e de desbridamento


através de enzima proteolítica. Preserva o tecido de granulação,


os capilares (através da angiogênese). O período de ação do pó em cima da lesão é de cerca


de 20min., já o da pasta é de 24 horas. Está indicada para as feridas necróticas e com


presença de fibrina. Está contra indicada em feridas isquêmicas.


Colagenase 10%


Apresenta ação debridante e fibrinolítica, porém não tem ação bactericida. Indicada em


lesões isquêmicas e feridas necróticas.


Carvão ativado com prata


Possui ação bactericida com alto grau de absorção do exsudato. Sua ação de limpeza do leito


da ferida se dá pela remoção de moléculas do exsudato e das bactérias. Acelera a


cicatrização através da função bactericida da prata, complementando a ação do carvão como


estimulante do tecido de granulação. Está indicado Para as lesões infectadas, podendo ser


usados de 3 a 5 dias, sendo um curativo primário.


Biofill


Trata-de de uma película de celulose pura microfibrilar biossintética, não oriunda de


árvores ou plantas. É utilizado na substituição de peles com lesão. Sua estrutura


fisiológica é semelhante à da pele humana e sendo assim pode ser bem utilizado para a


substituição temporária da pele. Está indicado para as úlceras crônicas em pé diabético,


úlceras isquêmicas, queimaduras de 2º e 3º graus, para a área doadora de enxerto e áreas de


escarificação ("pelling").






Vantagens e Desvantagens:


1) Gaze- Existem vários tipos de gazes e a verdadeira é feita com 100% de algodão. A gaze pode ser usada seca, úmida ou colocada úmida e removida quando seca porém esta última forma não é recomendada pois fornece um debridamento não seletivo, podendo lesar também o tecido de granulação. Não deve ser usada para proteção de úlceras no estágio I.


a) Vantagens- Usado para grandes feridas com grande volume de exsudato para absorção, baixo custo.


b) Desvantagens – Pode deixar partículas ou fibras na ferida; é difícil garantir uma aplicação adequada; demanda mais tempo de enfermagem no cuidado pois geralmente necessita de 2 a 3 trocas diárias; precisa ser mantida úmida para evitar que o leito da ferida fique ressecado; a gaze úmida com exsudato pode causar a maceração da pele circundante necessitando do uso de vaselina na região perilesional para proteção; se for colocada em excesso dentro da cavidade da ferida pode comprometer o fluxo sanguíneo pela compresão, causar dor e retardar o fechamento da ferida. Pode causar danos no tecido de granulação.


2) Filme Transparente – Consiste em uma membrana de poliuretano com uma camada adesiva que é permeável ao vapor. Pode ser utilizado em úlceras nos estágios I e II e nas úlceras em estágio III com pequena quantidade de exsudato. Causam autólise do tecido necrótico. São mais adequadas para a região do trocânter, costas e braços. Pode ser usado como cobertura secundária para outros curativos.


a) Vantagens – são impermeáveis a água e bactérias fornecendo assim uma barreira mecânica; mantém um ambiente úmido para a ferida; permite a sua visualização; protege e mantém a ferida aquecida; não exige um curativo secundário; a troca deve ser feita entre 3 a 5 dias.


b) Desvantagens - Se não for retirado adequadamente pode lesar a pele; não absorve exsudato. Não adere muito bem na região sacral ou em peles oleosas.


2) Hidrocolóides – são coberturas oclusivas para feridas compostas de gelatina, pectina e carboximeticelulose sódica em sua face interna com uma base adesiva e com espuma de poliuretano ou filme em espessura, forma e desenho da borda. Podem ser utilizadas em várias regiões corporais.


a)Vantagens: Previnem a contaminação secundária da ferida; protegem o desenvolvimento do tecido novo que é frágil; permitem o desbridamento autolítico; aumentam a taxa de angiogênese; fibrinólise e epitelização; mantém a umidade dos tecidos; são trocados geralmente entre 3 a 5 dias; podem reduzir a dor da ferida; não requerem o curativo secundário.


b)Desvantagens: Não é transparente o que impede a visualização da ferida; tem odor quando removido que pode ser confundido com odor de infecção; pode formar um gel amarelo que interage com o exsudato da feridae pode ser confundido com secreção purulenta; não pode ser usado em feridas com grande quantidade de exsudato pois apresenta pouca absorção; não deve ser usado em feridas infectadas, em feridas profundas ou tratos sinusais; o custo inicial é elevado; tende a enrugar-se na região sacral, criando uma pressão extra. Ao ser cortado para adequação do tamanho precisa "moldura" de micropore.


4) Curativos de Hidrogel: a composição principal deste curativo é a água e a ação é a hidratação da superfície da ferida ou escara. São apresentados de três formas: a) uma estrutura fixa plana que não permite que se molde ou se adeque ao formato da ferida; b) na forma de gel amorfo em tubos, sache aluminizado, gaze saturada ou spray; c) na forma seca congelada.


a) Vantagens – molda-se à superfície da ferida; é muito eficaz na hidratação da ferida e debridamento de tecido necrosado; disponível em diferentes formas; apresenta-se frio quando aplicado e auxilia a diminuir a dor; a remoção não traumatiza a ferida; permite a visualização da ferida quando na forma plana; pode ser usado em feridas infectadas; pode ser usado em queimaduras e úlceras de pressão superficiais e profundas.


b) Desvantagens – alguns necessitam de um curativo secundário para fixação; podem requerer trocas freqüentes; tem pouca capacidade de absorção; podem macerar a pele.


5) Curativos de Espumas de Poliuretano – são curativos planos ou em diferentes formatos de soluções de polímeros. São utilizados principalmente em feridas com grande quantidade de exsudato.


a)Vantagens: absorvem uma grande quantidade de exsudato, não aderem ao leito da ferida; alguns tem uma ação especial para diminuir o odor; protegem a ferida isolando-a e acolchoando-a; mantém o meio úmido que favorece a cicatrização; alguns são fáceis de aplicar.


b)Desvantagens: curativos de algumas marcas não tem a capacidade de adesão e precisam ser fixados com esparadrapos, filme transparente ou atadura; podem ser difíceis de usar pois tendem a manter a forma original; não devem ser usados em feridas secas ou que não tenham exsudato; podem macerar a pele perilesional se não forem trocados quando saturados pelo exsudato.


6) Curativos de Alginatos – são derivados principalmente de algas. Em contato com a ferida e o exsudato que é rico em sódio, formam um gel. São usados principalmente em feridas com grande quantidade de exsudato. São disponíveis em películas e fitas.


a) Vantagens – são altamente absorventes, podendo absorver até 20 vezes o seu peso em exsudato, diminuindo a necessidade de troca do curativo; pode ser usado em diferentes tipos de feridas; tem propriedades hemostáticas em pequenos sangramentos; podem ser usados em áreas de túneis e descolamentos.


b) Desvantagens – Pode ressecar feridas que apresentam diminuição do exsudato, necessitando irrigação com SF 0.9% na sua aplicação; necessita de um curativo secundário; pode ser de difícil remoção quando ressecado; pode apresentar odor fétido na remoção.


7) Carvão ativado com prata – curativo consiste em partículas de carvão impregnado com prata que favorece os princípios físicos de limpeza da ferida. Pode ser usado em todas as feridas crônicas com presença de exsudato e odor.


a) Vantagens – Auxilia na diminuição da carga bacteriana que dificulta ou impede a cicatrização, reduzindo o exsudato e o odor. É confortável, pode permanecer até 7 dias dependendo da quantidade de secreção.


b) Desvantagens – Necessita de curativo secundário que precisa ser trocado sempre que necessário. Não deve ser utilizado em feridas ressecadas ou com crostas de necrose. Pode aderir ao leito da ferida com pouco exsudato, causando sangramento ao ser removido. Poucas opções de tamanho. Não recomenda-se que seja cortado pois pode introduzir partículas de carvão na ferida.






8) Colágeno – produzido à partir de colágeno de bovinos ou aves, é uma proteína insolúvel encontrada na pele, ossos, cartilagens e ligamentos. Promovem a deposição e organização das novas fibras de colágeno e tecido de granulação.


a) Vantagens – feitos em películas planas, fitas e gel; fácil de usar; quando associadas ao alginato tem maior capacidade de absorção; mantém a ferida em meio úmido; pode ser usado em combinação com outros curativos.


b) Desvantagens – necessita de curativo secundário; pode ter custo elevado; pode causar reações de sensibilidade por ser de origem animal.


9) Fatores de Crescimento – são proteínas encontradas naturalmente no organismo humano. Afetam o processo de cicatrização pois levam certas células a proliferar, a produzir um produto ou a migrar para uma área específica.


a) Vantagens – permite a liberação dos fatores de crescimento em momentos específicos; podem facilitar a cicatrização de feridas que não evoluem.


b) Desvantagens – custo elevado, a forma de utilização pode ser muito complicada ou complexa para alguns pacientes; paciente pode não ter condições de manter o produto adequadamente refrigerado.


Uso de Soluções Tópicas


Muitas soluções tópicas, pomadas e cremes são utilizados nas feridas. As informações abaixo podem ser úteis para decidir o que usar.


1) Anti-bacterianos tópicos freqüentemente são prescritos para tratamento das feridas pois colocam a droga em contato direto com a área afetada e às vezes evitam o uso de antibióticos sistêmicos. Algumas pessoas apresentam alergia. Alguns apresentam efeitos colaterais. Exemplos incluem a sulfadiazina de prata, o sulfato de neomicina e bacitracina.


2) Anti-sépticos tem propriedades bactericidas e bacteriostáticas dependendo do agente e concentração. Podem ser citotóxicos para o tecido de granulação e precisam ser evitados ou usados com cuidado. No Brasil, o uso é contra-indicado pelo Ministério da Saúde. Exemplos: ácido acético, hipoclorito de sódio, água oxigenada e PVPI (povidine).


3) A solução salina normal ou SF 0.9% não causa efeitos colaterais e pode ser usada com segurança.


4) No ambiente domiciliar onde existe fornecimento regular de água potável, esta também pode ser usada para limpeza da ferida.






IMAGENS:


















BIBLIOGRAFIA


REF: Tua Saúde-Informações para uma vida saudável


Site: http://www.tuasaude.com/ulcera-de-pressao/


Acesso em: 05.05.2010






REF.:Autor Equipe ABC DA SAÚDE


Dr. Ércio Oliveira


Dr. Gilberto Sanvitto


Dr. Pedro Gus


Dr. Rolf Udo Zelmanowicz






título: ÚLCERAS DE PRESSÃO


Data de Publicação: 17/07/2006 - Revisão : 30/10/2008 (Equipe ABC da Saúde) - Acesso : 04/05/2010


Site: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?626


Acesso em: 05.05.2010










Frater Brasil


Site: http://www.fraterbrasil.org.br/Ulcera%20de%20Pressao.htm


Acesso em: 07.05.2010






BIBLIOGRAFIA – IMAGENS:






Artigo publicado no Jornal Terras do Homem, edição de 2008/01/10


Site: http://spvilaverde.blogspot.com/2008/01/lceras-de-presso.html


Acesso em: 05.05.2010






Bengala legal


Site: http://www.bengalalegal.com/medular.php


Acesso em: 05.05.2010






Site: http://cuidadoradeidosos.blogspot.com/2009/10/ulceras-por-pressao-pele-do-paciente.html


Acesso em: 05.05.2010

- Letícia Barbieri

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